05 de Outubro, 2026
Por Carol Garden
O que eu faria para faturar mais no final do ano sem conquistar novas clientes
Tempo de leitura 7 minutosQuer faturar mais sem depender de novas clientes? Veja como ampliar o catálogo com procedimentos recorrentes, aumentar o ticket médio e analisar se a estratégia realmente gera lucro.
O que eu faria se quisesse faturar mais no final do ano sem correr atrás de novas clientes
Se eu já tivesse uma carteira de clientes recorrentes, antes de sair procurando novas pessoas, eu olharia para uma oportunidade que muitas profissionais deixam passar: o que mais eu posso oferecer para quem já confia no meu trabalho?
Esse foi um dos caminhos que funcionou para mim.
Durante um período da minha trajetória, eu trabalhava principalmente com Design de Sobrancelhas.
Eu já tinha clientes que conheciam meu trabalho, confiavam em mim e voltavam regularmente. Então comecei a perceber uma coisa: eu não precisava necessariamente de mais pessoas entrando pela porta.
Talvez eu pudesse aumentar o valor gerado por cada cliente que já estava comigo.
E foi assim que comecei a pensar em outros procedimentos que conversassem com o que eu já oferecia.
A ideia não era vender mais. Era ampliar o que eu podia oferecer.
Foi nesse contexto que incluí Brow Lamination e Lash Lifting no meu catálogo.
Fazia sentido para o meu público e eram procedimentos que podiam fazer parte da rotina de manutenção de algumas clientes.
Isso criou uma possibilidade que eu não tinha quando oferecia apenas o design: uma cliente que já vinha fazer as sobrancelhas poderia também ter interesse em outro procedimento. Não significava que todas fariam e nem deveria ser assim.
A ideia não é olhar para uma cliente e pensar:
O que mais eu consigo vender para ela?
É olhar para o seu negócio e pensar:
Que outras necessidades ou desejos dessas clientes eu consigo atender com competência?
Essa diferença muda bastante a forma de trabalhar.
Pense na sua carteira antes de pensar em novas clientes
Quando a agenda está mais vazia, é natural pensar imediatamente: “Preciso de clientes novas.” E, claro, conquistar novas clientes faz parte do crescimento de qualquer negócio.
Mas existe uma pergunta que vale fazer antes:
Estou aproveitando todo o potencial da minha carteira atual?
Imagine uma profissional que atende 30 clientes recorrentes por mês, se ela oferece apenas um serviço, existe um determinado valor médio gerado por cada cliente.
Agora imagine que parte dessas clientes tenha interesse em outro procedimento complementar e que a profissional esteja preparada para oferecê-lo.
O cenário muda.
Ela pode aumentar o ticket médio sem necessariamente aumentar na mesma proporção a quantidade de pessoas atendidas.
E isso pode ser especialmente interessante em períodos em que conquistar novas clientes exige mais esforço, tempo e investimento.
Foi aí que Brow Lamination e Lash Lifting entraram para mim
Eu escolhi esses procedimentos porque conversavam com o público que já atendia e porque são procedimento recorrentes mas de intervalo "médio", e que fariam minhas clientes quererem fazer mais vezes.
Mas aqui existe um ponto importante: não estou dizendo que Brow Lamination e Lash Lifting são os procedimentos que toda profissional deveria adicionar ao catálogo.
A escolha precisa fazer sentido para o seu negócio. Pode ser outro serviço, ser um complemento ao que você já oferece ou algo que suas próprias clientes já perguntam.
O mais importante é encontrar uma oferta que tenha conexão real com a sua essência.
Então, o que eu faria hoje?
Se eu quisesse começar o próximo ano com uma possibilidade maior de faturamento, sem depender exclusivamente de novas clientes, eu faria uma análise da minha carteira atual. Começaria perguntando:
Quem são as minhas clientes?
O que elas costumam procurar?
Quais serviços elas já fazem comigo?
O que elas perguntam e eu ainda não ofereço?
Existe algum procedimento complementar que faria sentido para elas?
Esse procedimento tem recorrência?
Eu consigo aprender e executar com segurança e qualidade?
Essa última pergunta é fundamental, não adianta escolher um procedimento apenas porque ele parece lucrativo, você precisa estar preparada para executá-lo.
Depois, eu escolheria no máximo dois procedimentos para me especializar
No meu caso, a escolha passou pelo Brow Lamination e pelo Lash Lifting.
Se estivesse começando novamente, eu procuraria boas formações, estudaria a técnica, biossegurança, contraindicações, produtos, protocolo, indicação e manutenção.
E só depois começaria a oferecer.
Não faria cinco cursos diferentes de uma vez simplesmente para aumentar o catálogo.
Catálogo grande não significa negócio mais lucrativo.
Às vezes, dois serviços bem escolhidos e bem executados fazem muito mais sentido do que dez procedimentos que você quase não realiza.
E eu começaria pelas minhas clientes atuais
Depois de estar preparada, eu não começaria necessariamente criando uma grande campanha para atrair pessoas desconhecidas, eu começaria pelas clientes que já conhecem meu trabalho.
Por quê? Porque já existe uma relação.
Elas já conhecem a qualidade do meu atendimento, já sabem como funciona o espaço, confiam em mim e algumas delas podem ter interesse justamente naquele novo serviço.
Isso não significa oferecer para todas indiscriminadamente.
Se uma cliente não tem interesse, tudo bem, se o procedimento não faz sentido para ela, não existe motivo para insistir.
Uma nova oferta só é boa quando existe uma necessidade ou desejo real do outro lado.
E aqui entra o ticket médio
Esse é um conceito que vale entender.
O ticket médio mostra, de maneira simplificada, quanto cada cliente gera em média para o negócio.
Se uma cliente vai até você e realiza apenas um serviço de R$ 50, o valor daquela visita é R$ 50.
Se, em outra ocasião, ela realiza um serviço complementar de R$ 100, o valor gerado por aquela cliente aumenta.
Isso não significa que você deve tentar transformar cada atendimento em uma venda maior, significa entender que crescer não depende apenas de aumentar a quantidade de clientes.
Você também pode trabalhar para aumentar o valor médio gerado pela sua carteira, desde que isso aconteça de forma coerente e saudável para o negócio.
Mas atenção: faturamento não é lucro
Essa parte é muito importante.
É fácil olhar para um novo procedimento e pensar:
Se eu cobrar R$ 150, vou faturar R$ 150.
Mas não é assim que funciona.
Dentro desse valor existem custos, produtos utilizados, descartáveis, materiais, tempo de atendimento, taxas, investimento em formação, equipamentos e outros custos do seu negócio.
Por isso:
Faturamento não é dinheiro que sobra no seu bolso.
Faturamento é o total recebido pelas vendas.
Lucro é o que permanece depois de considerar os custos e despesas envolvidos.
Então, antes de incluir um novo procedimento, eu faria uma conta simples:
Quanto vou cobrar?
Quanto custa realizar esse procedimento?
Quanto tempo ele ocupa da minha agenda?
Quanto preciso investir para começar?
Quantas clientes preciso atender para recuperar esse investimento?
Só depois eu avaliaria se aquele serviço realmente vale a pena.
E tem mais uma conta que eu faria
Eu olharia para a minha agenda.
Porque um procedimento pode ter um preço excelente e ainda assim não ser interessante para o negócio se consumir muito tempo e gerar uma margem pequena.
Imagine que você consiga cobrar mais por um serviço, mas ele ocupe um horário que poderia comportar dois atendimentos menores e mais rentáveis.
Nesse caso, olhar apenas para o preço pode enganar.
O que importa não é apenas quanto você cobra.
É o que aquele serviço representa dentro do seu negócio.
O final do ano pode ser um bom momento para pensar nisso
No final do ano, muitas clientes começam a procurar procedimentos para festas, viagens, férias, confraternizações e outras ocasiões, mas eu não esperaria dezembro chegar para pensar no assunto.
Se você quer começar o próximo ano oferecendo algo novo, o planejamento pode começar agora.
Pesquisar formação, comparar cursos, calcular investimento, conhecer os produtos, atender modelos, estruturar o protocolo, fotografar resultados, atualizar o portfólio.
Pensar em como apresentar o novo serviço para as clientes.
Assim, você não começa o ano correndo para descobrir o que vender.
Você começa com uma oferta que já foi pensada.
Antes de adicionar qualquer procedimento, faça estas perguntas
1. Minhas clientes realmente têm interesse nisso?
2. Esse serviço combina com o que eu já ofereço?
3. Existe possibilidade de recorrência?
4. Quanto vou precisar investir para começar?
5. Qual será o custo de cada atendimento?
6. Quanto tempo esse procedimento ocupa?
7. Qual será a minha margem?
8. Tenho formação e segurança para realizá-lo?
9. Consigo manter a qualidade do meu atendimento oferecendo esse novo serviço?
10. Esse procedimento realmente complementa meu negócio ou estou apenas seguindo uma tendência?
Essa última pergunta pode evitar muita compra desnecessária.
No meu caso, essa estratégia fez sentido
Adicionar Brow Lamination e Lash Lifting ao meu portfólio me permitiu olhar para a minha carteira de uma maneira diferente.
Eu já tinha construído uma relação com aquelas clientes, já tinha conquistado a confiança delas.
Então, em vez de pensar somente em como trazer pessoas novas, passei a enxergar outras possibilidades dentro de um relacionamento que já existia.
E essa é uma das coisas que a experiência me ensinou: antes de procurar uma oportunidade nova, vale olhar com mais atenção para aquilo que você já construiu.
Talvez você não precise começar o próximo ano apenas pensando:
“Como vou conseguir mais clientes?”
Talvez uma das perguntas seja:
O que mais eu posso oferecer, com qualidade e sentido, para as clientes que já confiam no meu trabalho?
Essa resposta pode abrir uma possibilidade interessante para o seu negócio.
E não precisa ser Brow Lamination ou Lash Lifting. Pode ser outro procedimento, pode ser um serviço complementar, ser algo que suas clientes já estão pedindo.
O importante é que a escolha venha de uma análise do seu negócio, e não apenas da vontade de aumentar o catálogo.
Pegou a visão?
Agora olhe para a sua própria carteira de clientes.
Talvez exista uma oportunidade ali que você ainda não tinha percebido.
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